.in my head.

05/05/2008

.não permitais que eu me separe de Vós.

Arquivado em: Sem-categoria — lua @ 5:09 am

Há uns meses atrás, descontente com a vida, com tudo e com todos, resolvi procurar a Deus (o ser humano é sempre assim, no momento ruim, recorre a Deus). Lembro-me de que cresci na igreja, filha de pai católico e mãe fervorosamente católica. desde cedo conheci os caminhos do Senhor. no entanto, na minha fase adolescenterebeldequemorasozinha, ao desgarrar-me da barra da saia de mamãe me desgarrei de Jesus e me joguei no mundo (deixarei essa fase obscura da minha vida em off, melhor para todos). voltando ao foco do texto, eu voltei a igreja, me confessei e tudo. no dia em que fui me confessar, depois de uns 10 anos sem fazer isso, fiquei perdida sem saber por onde começar e como expor tanta sujeira a uma pessoa santa. foi quando minha vó, querendo ajudar e atualizadíssima, apesar de seus 72 anos, me falou: “Filha, chega e fala, padre eu só não matei e não roubei, o resto fiz tudo.” Tudo bem que ela tinha razão, mas não passava pela minha cabeça que minha vó pensava isso de mim. ok ok, lá fui eu, parecendo um boi indo pro abate. pronto, fiz minha parte, confessei ao padre meus pecados (genericamente, não especifiquei nada, coitado ele não era obrigado a ouvir né), mas acredito que por tantas lágrimas derrubadas por mim ele imaginou tudo o que minha santa pessoa havia cometido. sei lá, foi bem estranho. Sai daquela salinha, que mais parecia um escritório (mesa, computador e sala de espera), igual havia entrado (eu e minha mania de querer que os efeitos surtam na hora). o padre me falou para apagar todo o passado e recomeçar. pensei, vai ser fácil e naquele momento era tudo o que eu mais queria. com o passar dos dias, vi que as coisas foram realmente mudando, me sentia mais alegre, uma paz que me preenchia. estava feliz. até eu perder meu emprego (tudo bem que nem estava curtindo taaaanto assim também, mas me sentia útil). não coloquei a culpa em Deus, não, dessa vez Ele não tinha nada a ver, mas foi minha cabeça ficar desocupada e pronto. me entreguei ao sofá novamente. e ai as coisas foram só desabando né. a primeira tentação apareceu e eu como uma fraca cristã, me rendi a ela. no outro dia, lá estava eu pedindo milhões de perdão. mas em meu pensamento latejava: “de que adianta, amanhã você estará fazendo de novo.” Juro, tem horas que acho que o ***** (isso o do mal mesmo) mora na minha cabecinha. poxa, tinha me confessado, me comprometido a fugir de todo o mal. but, quando menos esperava, estava de frente com o mal batendo papo com ele e acatando todas as suas idéias. sou fraca. e talvez por isso, mais uma vez me vejo distante do caminho do bem. e isso me arrebenta. me deixa mal mesmo. pois acredito que a fé é a última coisa que me sobrou de toda aquela ingenuidade de criança. e quero cultiva-la. mas está sendo difícil.

 

 

Um dia, um amigo que leu meu blog me falou que eu deveria me preocupar menos com o futuro, juro que queria muito aprender como, sendo que o que vejo são os dias me devorando e nada acontecendo.

 

 

Entendem o porquê necessito de fé, necessito acreditar em algo, preciso acreditar que nada está TÃO perdido assim. E é tão mais fácil acreditar e deixar tudo nas mãos de Deus.

 

 

ouvindo: Pe. Reginaldo Manzotti – A tempestade vai passar (pra vocês sentirem o drama desse momento)

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