.in my head.

29/05/2008

ele é meu sonho bom!

Arquivado em: sentimental — lua @ 2:30 am

sonhei contigo esta noite.mesmo com toda essa distância.você estava aqui.bem na minha frente.tão presente como nunca esteve.mais verdadeiro do que todas as vezes em que beijou meus lábios.eu senti seu cheiro.e ele ainda está aqui no meu quarto.senti meu rosto roçar seus ombros.sua pele branca e macia.e aquele cheiro.único.cheiro de menino.que eu sinto a maior falta.pelo menos nesse instante.fecho os olhos.sua imagem me olhando e sorrindo.assim por cima dos ombros.como de costume.é a fotografia mais nítida que tenho na memória.foi real.tenho certeza.você esteve aqui.

 

passamos um dia inteiro juntos.falando bobagens.jogando todas as enormes diferenças fora.fomos as compras.me lembro bem de detalhes.dos pequenos detalhes.você escolhendo uma camiseta vermelha.vermelho sempre lhe caiu tão bem.me lembro tanto dos seus ombros.largos.o abraço mais gostoso.que fazia minha cabeça recostar no seu peito.eu pedi pro tempo parar.podia morrer abraçada com o corpo mais lindo e magrelo que eu já vi.

 

saudades de te chamar de meu.e de esquentar meus pés.

 

voltando ao sonho.você estava feliz comigo.passeávamos de mãos dadas em lugares desconhecidos.nada importava.você sorria tanto.e me chamava de sua.dizia que a distância nunca mais teria lugar em nossas vidas.e que agora tinha voltado pra ficar.os risos se misturavam em meio a toda aquela baderna.tudo ao redor corria tão depressa.mas nós dois não.estávamos sintonizados no mesmo tempo.dividíamos o mesmo ar.

 

acordei com o despertador as 6h33 (acredito que acordar em horários inteiros diminui minha disposição).com o gosto dos seus beijos.sentindo a textura da sua pele em minhas mãos.meu coração pulsava tão forte.quando realmente notei que você não esteve aqui.que tudo não tinha passado de um sonho.tentei fechar os olhos.queria resgatar você.te buscar aonde quer que estivesse.mesmo que pra isso fosse preciso atravessar o oceano atlântico.impossível.

 

lavei o rosto.e passei insistentemente as mãos pelos cabelos.me disseram uma vez que ao acordar se você passar as mãos pelo cabelo esquece o que sonhou.isso sempre funcionou comigo.mas não dessa vez.coloquei uma roupa.tomei solitária meu café da manhã.e fui pro escritório.e te levei comigo.no pensamento.no coração.de onde você nunca mais sairá.e agora, após todas as tentativas de esquecer de tudo.você está mais vivo do que nunca.do lado de dentro.pulsando forte.um dia você foi tudo o que eu pedi a Deus.agora não passa de um sonho bom.que deixa o coração apertado de saudades.mas os dias repletos de lembranças boas.

 

a partir de agora.estou jogando o calendário fora.e deixarei de contar os dias pra sua volta.

 

Ouvindo: Questioned apocalypse – Dispatch

 

20/05/2008

não preciso de mais ninguém em minha vida.

Arquivado em: realidade — lua @ 12:31 am

 

Resolvi dar um upgrade nisso aqui.chega de falar de dores.quase amores.desastres.tudo bem que essa é a minha vida.mas acabo esquecendo de contar a simplicidade dos meus dias.o que faz que cada dia seja mais mágico que o outro.sim, hoje estou num ótimo dia.de umas horas pra cá que fui perceber isso. bendita pilulinha da alegria.

 

Meu fim de semana foi sensacional.não aconteceu nada de extraordinário.fora um telefonema as 6hrs da manhã que tentou me tirar da realidade.tudo correu super bem.

 

Na sexta, voltei do trabalho morta de cansada.mas animada para rever os amigos na mesa de um bar e conversar horas a fio.gargalhadas, cerveja, e as melhores companhias.em resumo, o papo girou em torno de casamento.sim, minhas duas melhores amigas, aquelas irmãs, sabe, vão se casar.e eu estou radiante tanto quanto elas com essa novidade.acompanhando cada passo.mesmo eu, uma pessoa que nunca acreditou em casamento (tendo o exemplo mais bonito em casa) estou empolgada.e feliz por elas. 1hr da manhã nos despedimos com aquele abraço do até logo.pronto, me bateu uma depre.minha sorte é que tenho uma psicóloga aos finais de semana em casa.coitada.teve que agüentar minhas lamentações.que aumentaram em muito devido à quantidade de cerveja ingerida.algumas lágrimas quase que forçadas rolaram.mas nada como a escuridão e o silêncio do meu quarto pra acalmar qualquer coração turbulento.peguei no sono.e fui brutalmente acordada pelo som de open your eyes que saía do meu celular.acordei atônita.e pensei: “pronto, tenho que levantar pra ir trabalhar”.mas não.antes fosse.mas era ele.aquele que me acordou as 6hrs da manhã.e me tirou da cama.não me perguntem por quê.estou até agora tentando entender tal atitude.mas deixa pra lá.não convém quebrar a magia desse texto.

 

Sabadão começou cedo.apesar de ter voltado pra cama e ficado imersa nela até 12hrs.levantei.tomei aquele banho que lava dos cabelos até a alma.peguei meus cotonetes (sim, criei um hábito doentio por eles).coloquei uma roupa bonita.estava a fim de me arrumar.pra mim mesma.fui almoçar com duas amigas.comida chinesa.parecia que eu havia dormido amarrada de tanto que comi.saímos de lá e fomos jogar conversa fora.e assim foi até as 18hrs.quando resolvi vir pra casa.havia combinado de ir jantar com dois casais de amigos (aqueles que em breve estarão no altar) e com meu irmão mais novo e a namorada.fomos a um buffet de sopa e fondue.esperávamos mais.no entanto, as companhias valeram muito a pena.demos muita risada.lembramos histórias antigas.rimos de tudo.mesmo meu coração idiota insistindo em ficar chateado.já falei que ele é um tonto.maaaaaaaaas coração burro é burro.e ponto.à noite pedia um vinho.estava um frio agradável.frio curitibano.a noite foi digna de um replay.e aguardarei ansiosa por outra.quando acreditei que ia para casa dormir.recebo uma mensagem.o que faz aflorar o diabinho que existe em mim.fui encontrar uma amiga.vamos sair?será?tenho concurso amanhã!vamos.mas Deus é muito meu brother.e chegamos em frente à baladinha do momento e havia uma fila imensa.acredito que toda a população do Paraná resolveu ir pra lá aquela noite.o que impediu nosso plano de se concretizar.melhor assim.acabamos a noite as 2hrs no Mc.típico programa de gordinho frustrado.papo excelente.e mais risadas.cheguei em casa e por aqui a festa continuava.churras no ap.por um momento cheguei a pensar que morava em São Paulo e havia ficado um mês a fio com as janelas todas abertas.havia mais fumaça aqui dentro do que no dia mais poluído da terra da garoa.tudo bem.meu humor ainda suportava isso.fui direto para o quarto.talvez, porque estávamos em patamares alcoólicos diferentes.

 

6h33 da manhã de domingo meu celular desperta.tinha concurso às 9hrs (ok, eu sei que sou um pouco exagerada).fiquei deitada até a 7h45.levantei.arrumei minhas coisas.coloquei uma roupa confortável.e fui fazer a prova.50 questões objetivas e uma peça (o que com certeza vai impedir que eu ganhe R$3.300 por mês).como minha tolerância a salas fechadas é pequena.as 11hrs estava saindo da sala me sentindo um ET.todo mundo ficou me olhando.virei pra eles e falei: “desculpa, ter nascido inteligente”.claro que isso foi o que minha cabecinha linda pensou em fazer.mas a pequena porção de normalidade que ainda habita em mim não deixou.estava um domingo lindo.um céu muito azul.um sol aquecedor.voltei pra casa.tomei um banho.e sai renovada.fui almoçar na vó (minha vózinha curitibana).almoço em família (minha segunda família que eu tanto amo).conversas sensacionais.e diversas risadas.pessoal divertido mesmo.e fora a comida.só pra terem uma noção.fiquei o dia todo somente com o almoço.depois fui encontrar outras amigas.estava com saudades daquele ap.da minha eterna companheira de vinhos e daquela companheira das conversas sinceras.de repente ouvimos os gritos na baixada.gol do atlético em cima do meu time (São Paulo).ainda bem que eu não fui.17hrs horário de ir à missa.estava precisando de uma luz.de paz.e claro, agradecer pelos bons momentos vividos nesse tão simples fim de semana.o mais cheio de sinceridade e amor que tive.voltei pra casa leve.e tive que me despedir do Toshiba (o peixe das minhas amigas que eu estava cuidando desde a páscoa).tudo bem que ultimamente eu não estava tendo tempo nem pra cuidar de mim.quanto mais dele.ele já estava habitando o rio Tiete.mas me deu um aperto no coração.eu conversava com ele todos os dias.mas ainda me restou o Fish Rebelde (criativo o nome) o meu peixinho idoso que tem uma história linda.prometo contar outro dia.e pra fechar a noite com chave de ouro.meu chordo lindo me ligou.ai como eu te amo pai.assim pude me jogar na cama e ter os melhores sonhos.

 

as melhores pessoas estão na minha vida.

 

Ouvindo: Elis Regina – Casa no campo.

19/05/2008

devaneios de uma alma doentia.

Arquivado em: sentimental — lua @ 12:24 am

E eu queria ter dito tanta coisa.mas fui sufocada por pensamentos e atitudes que fugiram da minha insistente mania de querer sempre manter o controle.tive medo.medo de não ser compreendida.medo de ser rejeitada.de ser mal interpretada.ou até mesmo de ouvir o que minha cabeça grita.medo da condenação pelos erros tão idiotas cometidos por alguém que tinha certeza que jamais se apaixonaria novamente.acredito estar apaixonada.e precisava te dizer.mas o tempo nos consumiu.o tempo.o desejo.o medo. E agora fico me remoendo.querendo encontrar mil maneiras de extravasar.preciso jogar essas palavras fora.esvaziar meu coração.meu pensamento.mas você se foi.de uma forma tão bruta e estranha.que me trouxe mais medo.fico pensando qual foi o erro dessa vez.o que eu deixei de fazer.o que eu fiz de mais.o que você esperava de mim.

 

Sinto um coração apertado dentro do peito.umas pernas cansadas.umas mãos frias.e um sorriso insosso.

 

Tento não pensar.pensar me enlouquece.você me enlouquece.me faz lembrar da infância.nunca gostei de brincar de esconde esconde.tinha medo do escuro.e de sempre ser a primeira a ser encontrada.contar até cem nunca me fascinou.imagina contar infinito?!pois é infinito o tempo de você reaparecer.e bagunçar tudo.havia prometido que dessa vez seria pra sempre.o que quer que acontecesse seria pra sempre.não teria mais volta.começo a rever essa promessa.prometi na certeza de que dessa vez você ficaria na minha vida pra sempre.no nosso pra sempre.mas ficaria.e não ficou.o que talvez venha tirar toda a validade da minha promessa.pra sempre é muito tempo sem você.

 

Ouvindo: o silêncio.

10/05/2008

é sexta.

Arquivado em: sentimental — lua @ 2:08 am

Não consigo mais escrever.parece que me falta algo.uma inspiração, talvez.algo concreto.não, não me venham com tijolos e cimento.disso minha vida está bem construída.me falta uma emoção a mais.um algo a mais.ou um alguém a mais.uiii chega de sentimentalismo barato.acho que só cheguei a pensar nisso porque hoje é sexta feira.no máximo uns 6º marcam aqueles malditos relógios de rua.22h57.e eu estou deitada na minha cama.após consumir uma garrafa de vinho.ouvindo as minhas melhores (devem imaginar).

É aniversário do meu pai.eu queria estar lá.ou ele aqui.isso de ficar somente do lado de dentro.do outro lado da linha.cansou.queria dar o abraço.o beijo.culpa do mercado de trabalho.e de toda essa merda de tecnologia.e essa infeliz modernidade.e os anos estão passando.magnífico.melhor deixar de tentar encontrar as palavras pra tê-lo aqui.impossível.eu amo tanto.

Chega.vou mergulhar nos meus pensamentos.nas minhas músicas e nos meus 5 travesseiros.

 

É o melhor que posso fazer numa sexta-feira a noite.

ouvindo: gelo e rocha – Danni Carlos

05/05/2008

.não permitais que eu me separe de Vós.

Arquivado em: Sem-categoria — lua @ 5:09 am

Há uns meses atrás, descontente com a vida, com tudo e com todos, resolvi procurar a Deus (o ser humano é sempre assim, no momento ruim, recorre a Deus). Lembro-me de que cresci na igreja, filha de pai católico e mãe fervorosamente católica. desde cedo conheci os caminhos do Senhor. no entanto, na minha fase adolescenterebeldequemorasozinha, ao desgarrar-me da barra da saia de mamãe me desgarrei de Jesus e me joguei no mundo (deixarei essa fase obscura da minha vida em off, melhor para todos). voltando ao foco do texto, eu voltei a igreja, me confessei e tudo. no dia em que fui me confessar, depois de uns 10 anos sem fazer isso, fiquei perdida sem saber por onde começar e como expor tanta sujeira a uma pessoa santa. foi quando minha vó, querendo ajudar e atualizadíssima, apesar de seus 72 anos, me falou: “Filha, chega e fala, padre eu só não matei e não roubei, o resto fiz tudo.” Tudo bem que ela tinha razão, mas não passava pela minha cabeça que minha vó pensava isso de mim. ok ok, lá fui eu, parecendo um boi indo pro abate. pronto, fiz minha parte, confessei ao padre meus pecados (genericamente, não especifiquei nada, coitado ele não era obrigado a ouvir né), mas acredito que por tantas lágrimas derrubadas por mim ele imaginou tudo o que minha santa pessoa havia cometido. sei lá, foi bem estranho. Sai daquela salinha, que mais parecia um escritório (mesa, computador e sala de espera), igual havia entrado (eu e minha mania de querer que os efeitos surtam na hora). o padre me falou para apagar todo o passado e recomeçar. pensei, vai ser fácil e naquele momento era tudo o que eu mais queria. com o passar dos dias, vi que as coisas foram realmente mudando, me sentia mais alegre, uma paz que me preenchia. estava feliz. até eu perder meu emprego (tudo bem que nem estava curtindo taaaanto assim também, mas me sentia útil). não coloquei a culpa em Deus, não, dessa vez Ele não tinha nada a ver, mas foi minha cabeça ficar desocupada e pronto. me entreguei ao sofá novamente. e ai as coisas foram só desabando né. a primeira tentação apareceu e eu como uma fraca cristã, me rendi a ela. no outro dia, lá estava eu pedindo milhões de perdão. mas em meu pensamento latejava: “de que adianta, amanhã você estará fazendo de novo.” Juro, tem horas que acho que o ***** (isso o do mal mesmo) mora na minha cabecinha. poxa, tinha me confessado, me comprometido a fugir de todo o mal. but, quando menos esperava, estava de frente com o mal batendo papo com ele e acatando todas as suas idéias. sou fraca. e talvez por isso, mais uma vez me vejo distante do caminho do bem. e isso me arrebenta. me deixa mal mesmo. pois acredito que a fé é a última coisa que me sobrou de toda aquela ingenuidade de criança. e quero cultiva-la. mas está sendo difícil.

 

 

Um dia, um amigo que leu meu blog me falou que eu deveria me preocupar menos com o futuro, juro que queria muito aprender como, sendo que o que vejo são os dias me devorando e nada acontecendo.

 

 

Entendem o porquê necessito de fé, necessito acreditar em algo, preciso acreditar que nada está TÃO perdido assim. E é tão mais fácil acreditar e deixar tudo nas mãos de Deus.

 

 

ouvindo: Pe. Reginaldo Manzotti – A tempestade vai passar (pra vocês sentirem o drama desse momento)

02/05/2008

…..

Arquivado em: realidade — lua @ 3:12 am

sem inspiração.sem paciência.sem neurônios.sem palavras.

certeza que depois dessa breve exposição não querem que eu escreva nada mesmo né.

irei respeitá-los.

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