sinto dor.dor real.dor de mulher.simplesmente parece que tem um ser dentro de mim torcendo minhas trompas e tentando emendá-las definitivamente com meu útero.putamerda.fora a vontade incontrolável de comer a fantástica fábrica de chocolates toda (o willy wonka que se cuide).sei que os machos que resolverem ler esse post de nada entenderão, mas espero que passem a acreditar em todos aqueles discursos TPMicos.sim, é verdade que a mulher é capaz de matar nessa fase, de defenestrar a vizinha e tirar o couro com gilete enferrujada de todo aquele que insistir em cruzar o seu caminho.
nesses dias, só quero ficar em casa de pijama.embaixo das cobertas, mesmo que lá fora o sol esteja mais radiante do que no deserto do saara.não importa.quero minha cama, meu note, meu celular e minha água.fico emputecidamente indignada em saber que dos 30 dias do meu mês, ao menos dois serão perdidos pra TPM.dois dias, sabe o que é isso?são 48hrs da minha preciosa vida, tá certo que ultimamente ela nem anda tão preciosa assim, mas não deixa de ser minha.
mataria com pedrinhas de aquário quem inventou a TPM, porque só pode ser coisa do mundo moderno.nunca fiquei sabendo de uma história das minhas antepassadas sobre essa maldita dor, esse maldito mal estar.
e daria o prêmio nobel da paz pra quem inventasse uma cura pra isso.paciência, enquanto isso vou ficando aqui, tentando escrever, tentando desabafar, já que consegui afastar de mim todos os corpos com vida que me rodeavam nas últimas 2hrs.fico me perguntando se realmente isso é coisa da TPM ou se é meu eu-instinto-assassino-violento aflorando.só sei que tenho medo de mim.
aaaa descobri que bolsa d’água quente para passar a cólica é coisa do passado, coloque o note em cima da barriga enquanto escreve e pronto.esquenta mais que fogão a lenha.
coisas que ultrapassam a modernidade.
ouvindo: Pellumair – in pieces