.in my head.

28/04/2008

FÉRIAS E A PROCRIAÇÃO DA PREGUIÇA.

Arquivado em: realidade — lua @ 7:39 pm

Sim, tirei uns dias de férias (na verdade, estou de férias já faz um bom tempo, desde que me formei hohoho).aproveitei o feriado e me mandei pro sertão.curtir minha casa e meus pais.faz tempo que feriado deixou de ser sinônimo de farra.comi muito.dormi demais da conta.papariquei o doguinho.fui a casa da vó.vi a parentada toda.uma festa.fiquei uma semana no sertão.só na vida mansa.e a idéia de ter que voltar pra capital me assustava.a cada pedágio que eu ultrapassava via a responsabilidade se aproximando.o “ter que encontrar um emprego” estampado na minha cara.o medo latejava.já sei vou abrir um escritório pra mim. Yes, great idea.mas, por onde começar?

Tenho preguiça.definitivamente, percebi que tenho muuuuuita preguiça (acredite, é latente).preguiça de me aproximar dos outros.de dar um telefonema.preguiça da vida social.isso muda.um dia tudo muda não é mesmo.

E por falar em preguiça, agora mesmo estou morrendo de preguiça de continuar escrevendo.e a família acabou de invadir o apartamento.casa lotada dá sempre mais preguiça ainda.

Aii e ainda hoje tenho a colação de grau do meu irmão mais novo.meu orgulho.tenho que estar impecável.afinal de contas, sou a irmã advogada do mais novo historiador.

 

E a vida vai passando.

 

Ouvindo: minha mãe gritar perguntando quem pegou suas havaianas.

 

 

 

 

 

17/04/2008

faça sua hora.

Arquivado em: realidade — lua @ 5:18 pm

“… quem sabe faz a hora não espera acontecer”, foi com os versos dessa famosa canção que o ilustríssimo (educação é primordial) presidente da seccional da OAB/PR encerrou a sessão de compromisso dos mais novos advogados no dia de ontem (sim, pasmem, eu estava entre eles). E por merecimento mesmo, foram meses de estudos (será?), mas que valeram a pena, pois nota 10 no exame da ordem não é pra qualquer um (momento eu me acho do dia).

Um filme se passava em minha cabeça enquanto aquelas pessoas falavam, falavam, falavam.um momento onde me coroei rainha de mim mesma.onde vi que todos os esforços (ok, confesso que nem fui tão esforçada assim) dos 5 anos de faculdade, mais o período em que fiquei no limbo, esperando para obter a aprovação no tão temido exame da ordem, valeram a pena.e muito.

De repente eu estava ali, diante de mais ou menos umas 200 pessoas para receber aquilo que sonhei nos últimos 5 anos e 8 meses da minha vida.a certidão que permite que eu possa, enfim, exercer a profissão que escolhi pra mim. Jamais vou encontrar palavras pra definir o que senti.

Queria muito ter compartilhado esse momento com meus pais, meus irmãos, tem tanta gente que eu queria que estivesse lá, que estivesse vendo minha vitória. Mas não tinha ninguém, o que empobreceu um pouco o evento, mas não tirou o significado e muito menos a glória do momento.

No entanto, nem tudo são flores, minha cabeça bombardeando informações, meu pensamento em torno do: EU CRESCI! Uhuuu, que máximo (ironia mode on). Terei que aprender a andar com os meus próprios pés, antes que alguém os decepe.

As coisas não caem do céu.essa foi a frase de mais uma das figuras importantes presentes naquele momento.pronto, ali ele acabou com o sonho da maioria, que como eu, sempre tiveram esperanças de que as coisas pudessem sim cair do céu.eu ainda pago pra ver.

E agora, o que me espera?são tantas dúvidas, tantos devaneios. Um misto de insegurança e êxtase.

Voltei pra casa.me sentindo importante.com uma sacolinha da OAB nas mãos e um jornal na outra.e com uma carteirinha provisória (isso mesmo, a anuidade é barata e eles precisam arrecadar fundos para que dentro de 3 meses emitam a carteirinha permanente) na carteira.cheguei contando todos os detalhes para o meu irmão mais novo que não estava entendendo nothing.e que mais parecia um ouvido gigante.liguei para os meus pais pra tentar dividir a alegria e agora sim, poder falar para eles que eu era uma advogada e tinha um número (sim, me diminui a um número).queria mostrar pra eles que os 5 anos de gastos e muita dor de cabeça (porque eu não fui uma universitária comum) tinham valido a pena.desliguei o telefone.alimentei meus peixinhos lindos (minhas únicas companhias nos últimos dias e que sabem tudo sobre minha vida).peguei minha coberta.meu travesseiro.me joguei no sofá.e dormi.um sono digno de quem sabe faz a hora não espera acontecer.

 

nada muda quando você se torna um número.

ouvindo: Nina Simone – Felling Good

16/04/2008

seres estranhos.

Arquivado em: realidade — lua @ 2:29 am

como o ser humano do sexo oposto é estranho.quando nós, mulheres sensíveis e inteligentes estamos interessadas eles fogem, ou demonstram indiferença.no entanto, quando resolvemos desaparecer do mapa mundi, eles resolvem dar as caras (deslavadas, diga-se de passagem). ha ha ha.só me resta rir diante de tamanha hipocrisia.

mas, como disse no início do post, somos inteligentes e já sabemos como devemos agir nessas circunstâncias.

plano B em ação.

ouvindo: o barulho do microondas – LG

15/04/2008

Inútil

Arquivado em: realidade — lua @ 3:11 am

Envelheci mais um dia.e não adquiri nada.li em algum lugar que as pessoas envelhecem por opção.exemplo, você ficar o dia todo parado sem fazer nada, mas digo NADA mesmo.pronto, parabéns pra você, pois você acaba de envelhecer um dia.faz sentido.

Hoje, por exemplo, me sinto com no mínimo uns 86 anos.o porque de eu me sentir assim não convém citar.é algo que, agora, eu não quero compartilhar com vocês.obrigada pela compreensão.

 

Ah e só passei por aqui, porque prometi, ou melhor, me comprometi a escrever todos os dias.vamos ver até quando estarei firme nesse propósito, pois afinal de contas sou uma geminiana legítima, ou seja, não costumo terminar o que comecei.meu comprometimento sempre se divide a milhões de coisas que por fim ficam inacabadas.um problema sério.

 

Ouvindo: o barulho do avião que acabou de sobrevoar aqui – GOL (eu acredito).

14/04/2008

SAUDADE (com letra maiúscula mesmo)

Arquivado em: sentimental — lua @ 4:05 am

A sensação de vazio que tomou conta desse endereço é indescritível.as lágrimas me queimam os olhos e a face.e a saudade é doída.talvez a mais doída que eu já tenha conhecido.

 

Saímos quase juntos.eu pra ir a missa.ali, do outro lado da pracinha.vocês a mil e tantos quilômetros de distancia (perdoem se estiver errada, mas o medo de pesquisar no google e descobrir que a distancia é maior me faz crer que eu esteja certa).

 

Fazia tempo que as lágrimas não eram tão suaves e verdadeiras.e salgadas.é uma tristeza a qual eu tenho direito.e um vazio o qual eu vou ter que aprender a conviver.

 

Sai da igreja e não sentia meus pés.não queria mais voltar pra casa.sabia o quão seria difícil encarar tudo isso.foram 3 quarteirões que eu queria que tivessem se transformado em milhões.eu simplesmente não queria chegar.sentia o vento e meu coração acelerado.meus passos titubeavam.minha mão suava.e o coração acelerado deu lugar a um coração apertado.

 

O quarteirão ficou vazio sem vocês.Curitiba ficou sem graça e opaca.o céu se encobriu de nuvens e até mesmo São Pedro chorou comigo.

 

Não consigo explicar a sensação.

 

Não consigo dimensionar o vazio.

 

Não consigo pensar no que vai ser daqui pra frente.

 

Como serão meus dias sem o bolo de cenoura.sem os acordes da guitarra.sem a companhia pro cigarro.sem o chá pras minhas cólicas.sem o abraço de urso(ainda bem que você ensinou o Felipinho).sem aqueles olhos azuis, ou melhor, zur da cor do mar.sem o leite, a farinha e a goiabada.sem o poeta e a atriz.

São tantos “sem”que é impossível contabilizar a perda.

 

O Pupi ficou.e agora eu olho pra ele e ele já não faz mais sentido sem as mãos que o agarravam todas as noites.

 

O pijama velho está dividindo a cama comigo e o cheiro ainda está por todos os cantos.cantos esses que ficaram sombrios.

 

Não sei ainda por quantos dias vou aguardar pelas (pausa para as lágrimas que inundaram meus olhos) batidinhas na porta.

 

Serão tempos difíceis.de solidão.sempre vai estar faltando algo.um sorriso.uma lágrima.os olhos inchados.a ressaca.as palavras.o carinho.

 

Agora, fumo um cigarro (sim, pode brigar comigo.a promessa de que não fumaria mais no meu ap foi embora juntamente com você).ouço uma música e tento escrever essas linhas pra diminuir a ausência.

 

Os braços, o coração e a porta estarão sempre abertas.

 

E até mesmo a certeza de que frutos bons serão colhidos nessa nova terra é impedida, pelo meu egoísmo, de acalentar meu coração.

 

Vão com Deus, estejam com Ele ai, que aqui será Ele quem segurará as pontas.

 

Uma grande parte de mim embarcou com vocês essa noite.

 

 

Ouvindo: The Magic Numbers – Love’s a game

 

10/04/2008

totalitarismo mode on.

Arquivado em: Sem-categoria — lua @ 8:37 pm

Hoje acordei meio totalitária.tudo é tanto.um pingo é uma enchurrada.e pó é pedra.

Me ignorar já é demais.me sinto um monstro.daqueles bem grandes que a gente tem medo quando é pequeno sabe.eu sei que nunca fui tão boazinha.será que pisei na bola com você também?.só falta né, porque eu quando piso na bola, não só piso como escorrego e caio de bunda.mas ser ignorada sem saber o motivo eu não aceito.não mesmo.ainda mais por você.

enquanto tento desvendar o mistério por trás de tanta indiferença ouço pela milhonéssima vez Luiza de Tom Jobim.sim, não tem nada a ver com a situação, mas quando me sinto assim, totalitária, ela é meu hino.Tom Jobim meu mestre.daqui a pouco até mesmo Tom desiste de mim.

Tenho medo de dias que começam assim, sei bem como terminam.numa balada qualquer.com muitas garrafas vazias.maquiagem borrada.cabelo bagunçado.e um sorriso estampado na cara.cool.um quarto vazio e uma cama com 5 travesseiros.very very cool.

Quinta feira.dia de liberar o totalitarismo.ser meio Tom, meio Luiza.

09/04/2008

dói

Arquivado em: realidade — lua @ 5:50 pm

sinto dor.dor real.dor de mulher.simplesmente parece que tem um ser dentro de mim torcendo minhas trompas e tentando emendá-las definitivamente com meu útero.putamerda.fora a vontade incontrolável de comer a fantástica fábrica de chocolates toda (o willy wonka que se cuide).sei que os machos que resolverem ler esse post de nada entenderão, mas espero que passem a acreditar em todos aqueles discursos TPMicos.sim, é verdade que a mulher é capaz de matar nessa fase, de defenestrar a vizinha e tirar o couro com gilete enferrujada de todo aquele que insistir em cruzar o seu caminho.

nesses dias, só quero ficar em casa de pijama.embaixo das cobertas, mesmo que lá fora o sol esteja mais radiante do que no deserto do saara.não importa.quero minha cama, meu note, meu celular e minha água.fico emputecidamente indignada em saber que dos 30 dias do meu mês, ao menos dois serão perdidos pra TPM.dois dias, sabe o que é isso?são 48hrs da minha preciosa vida, tá certo que ultimamente ela nem anda tão preciosa assim, mas não deixa de ser minha.

mataria com pedrinhas de aquário quem inventou a TPM, porque só pode ser coisa do mundo moderno.nunca fiquei sabendo de uma história das minhas antepassadas sobre essa maldita dor, esse maldito mal estar.

e daria o prêmio nobel da paz pra quem inventasse uma cura pra isso.paciência, enquanto isso vou ficando aqui, tentando escrever, tentando desabafar, já que consegui afastar de mim todos os corpos com vida que me rodeavam nas últimas 2hrs.fico me perguntando se realmente isso é coisa da TPM ou se é meu eu-instinto-assassino-violento aflorando.só sei que tenho medo de mim.

aaaa descobri que bolsa d’água quente para passar a cólica é coisa do passado, coloque o note em cima da barriga enquanto escreve e pronto.esquenta mais que fogão a lenha.

coisas que ultrapassam a modernidade.

 

ouvindo: Pellumair – in pieces

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